Silabas Abensonhadas...
"Sou igual. E por trás disso, céu meu, constelo-me às escondidas e tenho o meu infinito." (Fernando Pessoa)

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Ainda há pastores?

A não perder, este excelente documentário. Dia 24 de Dezembro na 2, no programa NÓS (10H00). Repete, no dia de Natal, na Sic Notícias, às 22h00.

Porque ainda há pastores. Para nosso bem.



posted by ip | Quinta-feira, Dezembro 21, 2006
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«VERGÍLIO FERREIRA, 80 ANOS»



Amanhã, pelas 20h00, na RTP Memória. A não perder o documentário sobre um dos mais importantes romancistas portugueses do século XX. Para mim, o mais importante.

Amado por alguns, odiado por muitos, deixou-se fotografar por dentro ainda e sempre com letras. E que bem que ele sabia escrever...

Nasceu em Melo (Serra da Estrela), estudou num seminário, cursou Filologia Clássica, foi professor de português e de latim. Na escrita, deu os primeiros passos no neo-realismo, mas foi com o existencialismo que se despediu de nós. Nas páginas de Jean-Paul Sartre e André Malraux encontrava a sua bíblia.

Vergílio desapareceu aos 80 anos, em Lisboa. Mas escrevia sobre outros mundos. Toda a sua obra vive dessa montanha que o viu nascer, do silêncio perturbador, da solidão, da neve, do frio de rachar, do calor abrasador. Das tradições da aldeia, da resignação das suas gentes. De uma dor contida. Só conhecendo a vida de Vergílio Ferreira, se percebe realmente a sua obra.

Acasos da vida, tive a oportunidade de conversar com um seu antigo aluno, quando Vergílio leccionou em Évora. Não me desiludi com nada que ouvi, porque bate tudo certo. Era uma pessoa triste, aparentemente apagada, revoltada. Era alguém muito inteligente, que facilmente se 'perdia' em divagações filosóficas com os seus formandos. Um excelente professor, conhecido pelo 'sr. professor da letra miudinha'.

Dei os parabéns sentidos a esse antigo aluno. Porque teve o privilégio de aprender e privar com um verdadeiro mestre. E mostrei-lhe alguma inveja. Porque também eu gostava muito de o ter, pelo menos, conhecido.

Oito anos depois do seu desaparecimento, escrevi-lhe aqui uma carta. Será que a leste? Onde estás tu Vergílio?

A não perder de vista, este documentário. Na RTP Memória.


Uma Voz Canta Não Sei Onde
Uma voz canta não sei onde. Ergue-se sobre o
silêncio da terra.

(...) É a voz da escuridão e das raízes.


In Para Sempre

posted by ip | Sábado, Dezembro 09, 2006
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Memória - A Marca Humana de 26 Freguesias do Concelho de Tondela



Hoje, pelas 18h00, a ACERT promove o lançamento do livro + DVD Memória - A Marca Humana de 26 Freguesias do Concelho de Tondela. Um retrato de uma família grande, que aqui se quer pequena.

Vinte e seis depoimentos feitos arte celebram os 30 Anos de vida da ACERT. Página a página, segundo a segundo, esta edição multimédia dá a ver, a ler e a ouvir uma, duas, três, vinte e seis histórias, umas quantas vidas, olhares mais ou menos distantes, nem sempre felizes, muitas vezes desencontrados de um mundo que se vê cada vez mais longe. E que nem sempre se consegue compreender.

Freguesia a freguesia, os elementos da ACERT calcorrearam e cruzaram os atalhos de um mapa de afectos, como tão bem lhes chamou Fernando Alves. Olharam nos olhos pessoas simples e pediram-lhes apenas que abrissem o baú das suas memórias, tão genuínas, tão ricas, tão fortes, que são elas mesmo o sustento desse orgulho inquebrável pelas raízes que são suas. E apenas suas.

A propósito desta obra - que é vida, que é arte - vale a pena ouvir o Sinal, deixado por Fernando Alves.

É uma tristeza já não se ver aqui ninguém que não tenha um cabelo branco. Alguém o diz. Talvez porque ainda não se conformou. Porque a foice da juventude foi mais forte.

No que a mim me diz respeito, vou olhar de perto estas pessoas. Porque são a minha gente. Porque são também as minhas raízes. Porque ali está um pouco de mim. Com muito Orgulho.

Parabéns ACERT. 30 vezes.

posted by ip | Sexta-feira, Dezembro 08, 2006


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